terça-feira, 9 de maio de 2017

FEIRA DE SANTANA ► Prefeitura busca alternativas para aperfeiçoar 156 e lançar chat gratuito para reclamações

Foto: Orisa Gomes/Acorda Cidade |Secretário Pablo Roberto

O secretário de Prevenção a Violência de Feira de Santana, Pablo Roberto, destacou a importância da central de atendimento da prefeitura, através do 156, para a resolução das demandas do município provenientes das reclamações e denúncias da população.

Em entrevista ao vivo no programa Acorda Cidade na manhã de ontem (8), ele afirmou que, apesar das reclamações da população de que o serviço não funciona como deveria, o 156 recebeu somente no mês de abril deste ano 856 ligações de pessoas reclamando sobre diversos assuntos, como reposição de lâmpadas queimadas, limpeza de ruas, calçamento, além dos casos de poluição sonora, que correspondem a 69% das demandas, com um número de 589 ligações.

Pablo Roberto justificou ainda que, desde 2012, as operadoras responsáveis por disponibilizar esse número suspenderam a gratuidade do serviço e se alguém tentar fazer a ligação de um telefone que não seja fixo, pós-pago ou que não tenha o crédito, não consegue efetuar a ligação.

“O segundo ponto é que o 156 é responsável por todas as demandas da administração municipal. A gente tem conversado muito com a população que não é fácil atender quase 600 ligações relacionadas a poluição sonora.

Dá uma média de 140 a 150 ligações por semana. Isso demanda uma estrutura maior e sempre que a Seprev pode, através da guarda, faz. Mas, é preciso ter uma estrutura para fazer essas abordagens, que são feitas com a presença da Polícia Militar, a Guarda Municipal e os fiscais da Secretaria de Meio Ambiente, que tem também a responsabilidade legal de fazer a notificação disso”, explicou o secretário.

Pablo Roberto disse que o 156 funciona diariamente até 1h da manhã, e a prefeitura está buscando alternativas para aperfeiçoar o serviço e ver a possibilidade de colocar no próprio site da prefeitura um chat onde as pessoas possam de forma gratuita fazer as suas denúncias e reclamações, postando fotos e encaminhando para as mais diversas secretarias.

“É um número elevado de reclamações e dependemos de uma estrutura para fazer isso. Temos contado sempre com o apoio da Polícia Militar. E o município consegue dar as respostas. A gente não consegue responder ao cidadão quando ele não se identifica, pois muitas vezes faz a denúncia ou a reclamação e não quer se identificar. Para a ação, no momento em que nós recebemos a reclamação, abre uma tela no computador, é feito esse registro e encaminhado para a secretaria competente e ela tem um prazo de 8 dias para nos devolver a resposta. Na maioria dos casos, tirando essa questão da poluição sonora, que tem um número alto, nós conseguimos dar as respostas”, declarou o secretário.

A Seprev é uma secretaria que presta importantes serviços à população de Feira de Santana. Nós temos lá a Defesa Civil, que tem sido sempre requisitada na cidade, tem a Guarda Municipal, o balcão de Justiça, no qual conseguimos atender por mês cerca de 500 pessoas, sobre questões de família, como disputa de guarda, pensão alimentícia.

Ações da Seprev

Há cerca de 30 dias no cargo de secretário, Pablo Roberto afirmou que esse período inicial foi muito importante para conversar com os departamentos. Ele informou que dentre as ações que foram desenvolvidas no início do mandato está o evento realizado na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), onde foi criada uma comissão para discutir e elaborar o plano de operações da Guarda Municipal.

“É um plano que não será discutido apenas pelo governo, mas também com a sociedade civil, porque vivemos num momento em que discutimos muito essas questões, como a violência, crimes, e a população tem clamado muito isso. E nós sabemos que existem limitações por conta de lei que dá a competência a cada ente desse e nós estamos discutindo esse plano de gestão operacional para dar consciência a toda a população qual é de fato o papel da guarda”.

Ele lembra que a Guarda Municipal faz parte do sistema de segurança pública. “Temos além da questão de fazer a preservação do patrimônio público, tratar de fato da prevenção à violência. Hoje nós temos um efetivo de 154 guardas, entre homens e mulheres, que é um número pequeno, e o nosso desejo é que no próximo concurso também haja vagas para guardas municipais”, finalizou.

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