sexta-feira, 26 de maio de 2017

IRECÊ ► Ex-vereador denuncia suposta fraude cometida pelo prefeito em contratos

Depois de se manter afastado dos "holofotes" da política de Irecê por um longo período, o ex-vereador Pascoal Martins (PCdoB), líder da oposição na gestão passada, quebrou o silêncio e usou sua conta pessoal no Facebook para fazer graves denúncias e críticas contra o Governo Elmo Vaz.

Apesar de admitir que ainda seja cedo para fazer uma avaliação mais completa, Pascoal Martins disse que a Administração Municipal "não consegue implementar um ritmo, uma feição, enfim, uma marca inovadora, mudancista". Entretanto, segue o ex-vereador, "nesse curto período (...) registra-se inumeráveis desvios dos preceitos constitucionais de uma gestão pública: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência". 

Num tom ácido, Pascoal Martins segue falando em fraude, improbidade administrativa e irregularidades; cita como exemplo a contratação de empresa de assessoria contábil, que, segundo o denunciante, só teria sido publicada no Diário Oficial 60 dias após o início efetivo do trabalho. 

Fazendo comparação com a gestão passada, ele usa um jargão do futebol para apontar a má utilização de recursos públicos: "no quesito combustível sem licitação, Elmo goleia Luizinho por 12X1, já que o atual prefeito, fazendo pouco caso para as recomendações de controle externo, que expressou para manter a Ecolurb, um mês depois contrata cerca de R$ 600.000,00 em combustível, pasmem, emergencialmente".

Ao final, o comunista apresenta suas conclusões gerais. “Diante do desprezo ao direito administrativo, ao decoro, alguns aqui materializados, por quem se dizia capaz de devolver o sorriso à Irecê, não é exagero afirmar que ganhamos um embuste”. 

Na última sucessão municipal, Pascoal Martins chegou a ser anunciado como vice na chapada encabeçada pelo então candidato Elmo Vaz. Mas, de forma constrangedora, foi excluído e alijado do processo eleitoral, se mantendo nas “sombras” até então. O mais estranho é que o PCdoB faz parte do Governo Elmo Vaz, tendo indicado o secretário municipal de Infraestrutura, Aldemar Macedo, dentre outros “camaradas”.


Leia o relato publicado na íntegra:

A disputa Elmo Vaz X Luizinho Sobral continua: agora na fraude!
- CEM, SEM ...

Completados os emblemáticos CEM dias, o novo governo que prometera sorriso a Irecê não consegue implementar um ritmo, uma feição, enfim, uma marca inovadora, mudancista, logo, um governo SEM face. Entretanto, nesse curto período, que tanto se justifica que é cedo para avaliá-lo, registra-se inumeráveis desvios dos preceitos constitucionais de uma gestão pública: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Notadamente inicia-se uma gestão marcada pela inércia administrativa e carregada por diversas irregularidades, permeando do nepotismo a fraude à licitação.

Todo esforço recente que fizemos, no combate à fraude, em que o Ministério Público conseguiu concluir, rendeu à Luiz Pimentel Sobral, quatro ações penais e uma ação de improbidade administrativa; ressalte-se que todas elas por fraudar o Art. 89 da lei 8.666/93 (lei das licitações) merecendo atenção especial a que versa sobre contratação de assessoria contábil sem licitação, haja vista a decisão da primeira turma criminal do Tribunal de Justiça da Bahia, por unanimidade levar o então prefeito a condição de réu no crime de peculato. 

Feito sucinto histórico, vamos à alguns fatos novos: A manutenção da empresa de limpeza pública, que aqui chegou e perdurou marcadamente por irregularidades diversas e prestação de péssimos serviços, na palavra do atual prefeito, a maldita herança está embasada na recomendação do MP e do TCM aos gestores(as) a não realizarem contratos emergenciais por inexigibilidade (sem licitação).

Dando mostras inconteste de memória curta e desprezo ao decoro, e/ou boa dose de arrogância, já no dia 06 de Janeiro do ano vigente, o atual prefeito estabelece nova disputa com Luizinho, agora na fraude, ao contratar na mesma modalidade a nova empresa de assessoria contábil. Lembre-se, tal contratação rendeu ao outro a condição de réu, crime de peculato e processo por improbidade.

Bom, como não cabe à Elmo Vaz a argumentação de desavisado, foi precavido, já que a devida publicidade do ato só aconteceu sessenta dias depois. *(Print do Diário Oficial no fim do post)

Não satisfeito, além de contratos com jurídico e consultoria, (*), no quesito combustível sem licitação, Elmo goleia Luizinho por 12X1, já que o atual prefeito, fazendo pouco caso para as recomendações de controle externo, que expressou para manter a Ecolurb, um mês depois contrata cerca de R$ 600.000,00 em combustível, pasmem, emergencialmente. Sem licitação. Veja contratos(*).

Diante do desprezo ao direito administrativo, ao decoro, alguns aqui materializados, por quem se dizia capaz de devolver o sorriso à Irecê, não é exagero afirmar que ganhamos um embuste ao mandar às favas um déspota.

Por Redação Sertão Baiano | Foto: Divulgação

0 comentários:

Deixe aqui sua opínião