segunda-feira, 15 de maio de 2017

SALVADOR: 17 bairros afetados pela falta d'água estão em zona de risco do mosquito da dengue

A roupa suja, a pia cheia de louça para lavar e o banho de cuia não são os únicos problemas que os soteropolitanos terão que enfrentar nesta segunda-feira (15). Dos 44 bairros onde o abastecimento de água foi interrompido hoje, 17 estão em zona de risco pelo Aedes aegypti - o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. O Lobato apresenta o maior índice infestação do mosquito entre as localidades afetadas pela falta d'água.
O armazenamento incorreto de água ajuda na proliferação do mosquito (Foto: Arquivo CORREIO)
A Embasa informou que está fazendo um serviço de manutenção em uma tubulação e que, por isso, desde às 8h o abastecimento foi interrompido em 44 bairros. Na semana passada, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirmou que a falta d'água favorece o aumento na infestação do mosquito porque obriga os moradores a armazenarem água limpa em baldes, tonéis e outros recipientes que, se não forem fechados devidamente, servem de criadouro para o Aedes aegypti. 

Os 17 bairros que já estão em zona de risco e foram afetados pela falta d'água nesta segunda são: Lobato (8,2), Uruguai (5,5), Mata Escura (5,1), Monte Serrat (4,9), Bonfim (4,9), Boa Viagem (4,9), Ribeira (4,9), São Caetano (4,6), Capelinha (4,6), Largo do Tanque (4,6), Calçada (4,5), Mares (4,5), Roma (4,5), Sussuarana (4,5), Pernambués (4,4), Jd. Santo Inácio (4,0) e Calabetão (4,0).

Os percentuais até 0,9 são considerados satisfatórios pelos especialistas. Entre 1,0 e 3,9 é tido como nível de alerta. A partir de 4,0 o local está em zona de risco. A infestação do mosquito Aedes aegypti passou de 1,1%, em janeiro deste ano, para 3,1%, em abril - ou seja, a cada 100 imóveis visitados, três apresentaram focos do mosquito.
Agente de saúde revira lixo em busca de focos do Aedes aegypti (Foto: Arquivo CORREIO)
O Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) foi realizado entre os dias 4 e 7 de abril e apontou que o Índice de Infestação Predial (IIP) em Salvador aumentou em comparação com janeiro. O estudo revelou ainda que os depósitos preferenciais estão dentro dos domicílios como baldes, tonéis e outros recipientes utilizados para armazenamento de água. 

Segundo a Embasa, o abastecimento deve ser retomado gradualmente a partir das 20h e a regularização total deve acontecer em até 48 horas. Questionada sobre o risco que a falta de água pode provocar à população, a Embasa disse, em nota, que não é responsável pelo armazenamento da água e que a responsabilidade é dos usuários. Confira a nota na íntegra:

A Embasa informa que não responde pela forma de armazenamento da água, ação que é de responsabilidade do usuário. Para que a oferta de água não seja prejudicada em caso de manutenções ou variações de pressão na rede de abastecimento, é necessário que os imóveis possuam reservatório com capacidade adequada às necessidades de consumo de seus moradores. A determinação é dada pela Agência Reguladora de Saneamento Básico do Estado da Bahia (Agersa), que regulamenta ainda que, para imóveis com mais de um pavimento, o reservatório inferior deve ser equipado com bomba. Dessa forma, em caso de interrupções pontuais no abastecimento, não se tornaria necessário armazenar a água em recipientes não adequados.
(Correio)

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