terça-feira, 16 de maio de 2017

SALVADOR: Ministério Público apresenta denúncia contra suspeito de matar jovem na Barra

O Ministério Público da Bahia (MPE) ofereceu denúncia contra Geovane de Santana Rocha, 21 anos, acusado de matar o adolescente Claudson Alberto Silva Júnior, 15, durante um assalto na Barra. O crime aconteceu quando a vítima chegava da escola, no dia 29 de março deste ano. A acusação foi apresentada para a Justiça na sexta-feira (12) junto com o pedido de prisão. 

Geovane procurou a polícia e se entregou sete dias depois do crime. Ele ficou preso até a semana passada, quando expirou o prazo da prisão temporária e um alvará de soltura foi expedido pela juíza Ailze Botelho Almeida Rodrigues. Ele ficou custodiado no Presídio Salvador, no Complexo Penitenciário da Mata Escura. 

Segundo o MPE, a delegada responsável pelo caso fez um novo pedido de prisão para o suspeito e encaminhou junto com o inquérito para o Ministério Público. A promotoria analisou o processo e deu um parecer favorável, ou seja, ratificou o pedido de prisão e ofereceu a denúncia. 

O crime
O estudante Claudson Alberto Silva Júnior estava no portão do Edifício Guarujá, onde morava com a mãe, quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta, por volta das 20h. O jovem voltava da escola e carregava uma mochila quando foi acuado pelos criminosos. Os bandidos exigiram que ele entregasse os pertences, mas o estudante reagiu. 

Um dos homens desceu da moto e tentou tirar a mochila à força da vítima. Os dois entraram em luta até que o assaltante sacou a arma e atirou três vezes contra Claudson. O estudante foi baleado duas vezes, no tórax e ombro, e caiu logo depois. O criminoso voltou para a moto e a dupla fugiu. 

O adolescente foi socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos e morreu dois dias depois. A ação dos bandidos foi registrada por uma câmera de segurança. 

No dia 3 de abril um adolescente de 17 anos foi apreendido suspeito de envolvimento no crime. Ele confessou a participação e informou que era Geovane quem estava com ele no dia do assalto. Dois dias depois, Geovane procurou a polícia e se entregou. Ele confessou o crime e disse que estava escondido na Ilha de Itaparica desde que tudo aconteceu. O suspeito também contou para os investigadores que foi o adolescente de 17 anos quem atirou na vítima. 

Soltura
Um mês e quatro dias depois da prisão, a defesa de Geovane alegou que houve excesso no prazo para a conclusão do Inquérito Policial - a prisão temporária tem prazo de 30 dias. O advogado solicitou que o jovem respondesse ao processo em liberdade e a juíza acatou o pedido. 

Na decisão, a magistrada substituiu a prisão por medidas cautelares preventivas. Geovane terá que comparecer em juízo todos os meses a partir do dia 10 de maio para informar sobre as atividades; está proibido de deixar Salvador sem autorização da justiça; não poderá frequentar bares, boates e festas de largo; e não poderá ficar nas ruas entre às 19h e às 6h, de segunda à sexta-feira, e durante todo fim de semana. 
A polícia investiga a participação de Geovane em outros dois assaltos.
(Correio)

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