terça-feira, 2 de maio de 2017

SANTO ANTº DE JESUS ☼ Vereadores visitam comunidades e encontram situação caótica

A reportagem acompanhou os vereadores Pedro de Teca (PSD) e Irmão Gerson (PHS), ambos da cidade de Santo Antônio de Jesus, Recôncavo baiano, ao longo da tarde desta terça-feira, 02. 

Loteamento Sales, 4 km do centro da cidade

Começando pelo bairro Loteamento Sales, uma comunidade afastada do centro cerca de 2 km, o primeiro encontro foi com o senhor Jovito. Homem simples demonstrou alegria e satisfação ao receber em sua casa os dois parlamentares, segundo suas palavras “fico muito satisfeito em ver dois amigos, vereadores do nosso município se inteirando dos problemas aqui da comunidade, que são muitos”.

Seu Jovito, (foto acima) se queixou da estrada vicinal que da acesso à sua casa e da quase impossibilidade de andar pelas ruas do bairro, especialmente com as chuvas que caem incessantemente na cidade.

A comunidade sofre a anos com a falta de esgotamento sanitário, drenagem e pavimentação na maioria das ruas. Iluminação pública – apesar do vultoso aumento da CIP aprovado recentemente – é um luxo que não se vê por lá. 

Na conversa regada a cafezinho e boa vontade, os vereadores falaram da Emenda Parlamentar que assegura recursos da ordem de R$ 600 mil para calçamento de algumas ruas do bairro e se comprometeram em buscar solução junto ao prefeito Rogério Andrade para a melhoria das ruas, já que a solução depende exclusivamente do gestor.

No mesmo bairro, a comitiva visitou também a Unidade de Saúde da Família, Geraldo Pessoa Sales, ouvindo funcionários e alguns moradores. A situação na USF e calamitosa se não desesperadora.

Não há médicos atendendo na unidade há muito tempo. Os enfermeiros, mesmo sem condições mínimas de trabalho tentam fazer a sua parte. Não há remédios de distribuição gratuita e muito menos sistema de vacinação. 

O prédio completamente deteriorado demonstra descaso com a saúde pública em gestões passada e atual. Paredes mofadas, instrumentos de trabalho obsoletos, macas, armários e outros utensílios enferrujados. Um quadro degradante. 



Comunidade do Bonfim, 8 km da sede da prefeitura

A visita prosseguiu para entender a lógica perversa do sistema administrativo brasileiro, quando uma comunidade com mais de 60 pessoas vivem sem água potável, apesar de que um poço artesiano está a apenas 100 metros das casas mais próximas. 

Tudo que falta é a prefeitura demonstrar interesse e autorizar a Coelba instalar a energia que falta para o poço – pronto para bombear água de qualidade a mais de um ano – funcionar e livrar a comunidade do consumo de água sem as mínimas condições de salubridade. O sistema 2 e 3 do Tabocal quando funcionando terá capacidade de abastecer a comunidade por até 20 anos. 

Comunidade de Cocão, 12 km da prefeitura
Na comunidade de Coção, os vereadores Irmão Gerson e Pedro de Teca, constataram o desrespeito, o descaso com o dinheiro público e ficaram extremamente indignados e abalados com o que viram. 

A obra inacabada de uma USF-Unidade de Saúde da Família, cujo recurso empregado – segundo a imensa placa no local – é da ordem de R$ 470 mil. A visita dos parlamentares atraíram os moradores que se queixaram da falta de médicos e estrutura mínima de saúde para a comunidade. 

Uma moradora da localidade que pediu para não se identificar em tom azedo disse que “ as eleições do ano que vem, vem ai, eles vão aparecer por aqui. Isso é uma vergonha, um desrespeito com nosso dinheiro” comentou indignada. Obviamente não mostraremos as imagens das pessoas da comunidade. 

Comunidade de Pela Porco, vizinha ao Coção
A situação ali se resume à necessidade de água potável. Existe um sistema de abastecimento já implantada, funcionando precariamente mas que serve à comunidade. 

O que falta é boa vontade do atual prefeito em pagar um servidor ou contratar alguém para ligar e desligar a bomba que faz a água chegar ás torneiras da comunidade duas vezes ou mais por semana. 

O valor desse pagamento é exorbitante. O senhor Pracídio, já treinado por anos efetuando as manobras necessárias, reparos e outros serviços com o sistema de abastecimento, informou à reportagem que recebia da gestão anterior, módicos R$ 400,00 (...) pelos serviços prestados. 

Infelizmente, segundo ele, o prefeito disse que não teria condições de pagar esta quantia para que o homem continuasse prestando seus serviços à comunidade. Resultado? A comunidade está sem água desde janeiro até hoje. 

A solução? 

Os vereadores Pedro de Teca e Irmão gerson resolveram se cotizar a assumiram o pagamento – retirando uma parte dos seus subsídios – para que o “seu Pracídio” continue prestando os serviços de manobras da água tão importante para a comunidade. 

As imagens falam por si. 
Redação de Santo Antônio de Jesus




















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