terça-feira, 4 de julho de 2017

FEIRA DE SANTANA: Avenida Artêmia Pires é alvo de reclamações; buracos e obras irregulares atrapalham trânsito

Motoristas que trafegam pela Avenida Artêmia Pires no Bairro Sim, em Feira de Santana, reclamam constantemente das condições do asfalto, dos buracos ocasionados por obras da Embasa, além de construções irregulares que atrapalham, inclusive, a visão de quem dirige e a circulação de pedestres.

Após reclamações, a reportagem foi verificar essa situação e se deparou com muitas queixas e insatisfação dos motoristas.

Edson Luiz, que é morador e também tem um estabelecimento comercial na Artêmia Pires, comentou sobre o grande volume de carros que transitam na avenida e como os buracos causam prejuízos aos veículos. Segundo ele, nos horários de pico a situação piora ainda mais com o congestionamento do trânsito.
“Não existe fiscalização em relação aos buracos. Os carros batem nos buracos e é um transtorno. A Embasa vem, faz a obra e depois não se compromete em recuperar ou fiscalizar o que fez”, disse.

O montador de móveis, Paulo Cesar Tavares, confirmou todos os problemas da avenida e destacou que no local há barracas e estabelecimentos muito próximos a pista que prejudicam a visão dos motoristas e a passagem dos pedestres.

“Quando o carro quebra depois de passar em um buraco desse, o prejuízo é grande. A Embasa tem que verificar essa questão que faz os buracos e depois deixa lá. Afeta amortecedor, pneu e molas. A situação prejudica todos os moradores. Além disso, não tem fiscalização nenhuma e há estabelecimentos que estão tomando a avenida. Até para o pedestre falta espaço”, relatou.
Sobre a situação da avenida, o secretário municipal de planejamento, Carlos Brito, explicou que a prefeitura está desenvolvendo um processo de hierarquização do sistema viário daquela área que se inicia no Contorno e vai até a Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC). Segundo ele, o governo requalificou o trecho e está analisando a possibilidade de fazer um binário da Artêmia Pires com a Rua Tobias Barreto. Ele avaliou também que 80% dos buracos na via são de responsabilidade da Embasa.

“Da FTC para cima existe um projeto de duplicação. Está nos nossos projetos requerer um investimento maior para acontecer. Aliado a isso o governo criou alternativas de tráfego de três grandes avenidas novas e qualificadas em processo de parceria que foi a Silvio Matos, a Fernando Pinto de Queiroz e a Jorge Bastos, que dão alternativas para a pessoa não usar a Artêmia Pires. Os buracos são consequência 80% da Embasa que andou furando a avenida, quase que toda em seus trechos. Já notificamos a diretoria da Embasa e já estamos agindo mais fortemente para que isso não aconteça. Outro fator que também estamos trabalhando é em relação a notificação e fiscalização de estabelecimentos que avançaram as obras pela avenida”, declarou.
Carlos Brito informou que a secretaria também está com um planejamento de ações para melhorar o trânsito e as ruas do bairro Papagaio.

Em resposta, a Embasa informou que “os serviços na região da Avenida Artêmia Pires (entre o Anel de Contorno e a CASE Melo Matos) fazem parte da obra do Centro de Reservação Leste, empreendimento que vai ampliar e melhorar o abastecimento de água na região do SIM, Santo Antônio dos Prazeres, Lagoa Grande e BR-324”.

A nota diz ainda que a recuperação do pavimento afetado pela intervenção foi inviabilizada pelas chuvas. “Tão logo as condições climáticas permitam (possibilitando a adequada compactação do solo), será iniciado o processo definitivo de recomposição. Enquanto esse processo não pode ser iniciado, a Embasa está fazendo aplicação de material do tipo solo-brita no local das escavações, visando amenizar os transtornos e melhorar as condições de trafegabilidade no trecho afetado”.

“Enfatizamos que intervenções desse tipo provocam transtornos temporários aos moradores das localidades contempladas, mas todos os danos causados à pavimentação serão recuperados e os benefícios traduzidos na melhoria e expansão do atendimento com água tratada na região”, completa a nota da Embasa.
Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

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