quarta-feira, 2 de agosto de 2017

FEIRA SANTANA ☼ Homem que matou comerciante do Feiraguay é condenado a 14 anos de prisão

Foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de um comerciante do Feiraguay, em Feira de Santana, Romilson de Jesus Soares, conhecido Toré. O fato ocorreu em março de 2016, no conjunto Feira X.

Henderson Shinyder Moreira de Souza foi baleado e socorrido para o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCH), onde morreu dois dias depois, no dia 16 de março. Antes de morrer, ele revelou para um amigo que Romilson foi o autor dos disparos.

Advogados de desefa Antônio Carlos Santos e Antônio Carlos Filho

As investigações apontaram que Romilson trabalhava realizando cobranças para alguns comerciantes do Feiraguay e teria matado Henderson após uma discursão motivada por estas dívidas. Pela acusação, ele teve o mandando de prisão preventiva cumprida no dia 4 de novembro do ano passado e aguardou o julgamento na prisão.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima foi assassinada por motivo torpe. Henderson tinha algumas dívidas e Romilson, que trabalhava efetuando cobranças para alguns dos credores de Henderson, o procurou. 

Ainda segundo a denúncia, no dia anterior ao crime Romilson se dirigiu até a faculdade onde a vítima estudava e efetuou nova cobrança ameaçando o estudante, que durante uma discussão o chamou de burro. "É , você tem dinheiro para pagar o “Fieg” da faculdade, mas não tem para me pagar? Questionou o cobrador à vítima que respondeu: “Você é tão burro que não sabe nem falar. E não é Fieg , é Fies”.


Os advogado Antônio Carlos dos Santos, desde o início do processo, defendeu a tese de que Romilson não matou Henderson e disse ter ficado surpreso com a condenação.

“Fiquei supresso porque é sabido que para que houvesse a condenação é necessário que exista elementos de provas substanciais, provas plenas, ou seja, certeza efetiva de que a pessoa acusada tenha cometido o fato delituoso e, nos autos isso, não existe, tanto que os jurados na votação entenderam que por 4 x 3 votos que o acusado foi autor”, ressaltou o advogado Antônio Carlos ao Acorda Cidade ressaltando que vai recorrer da sentença.

A promotora de Justiça, Semiana Cardoso, elogiou o trabalho da defesa e destacou que a acusação tinhas provas que contribuíram para a condenação.

“O trabalho da defesa foi brilhante. Ele veio defendendo desde a primeira fase a tese de negativa de autoria, contudo eu tinha as provas ao meu favor. O trabalho da defesa foi difícil, não pela tese da defesa em si, mas pela firmeza da convicção de ter trazido desde o início a afirmação de que o réu é inocente. Foi um júri bastante acirrado, mas a sociedade é quem ganha com a vitória que tivemos”, disse a promotora.

De acordo com a Polícia Civil, Romilson tem passagem pelo crime de porte ilegal de arma, por ter sido flagrado, no mês de março de 2016, com uma pistola 380, durante uma operação do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), em Feira de Santana.

Fotos e informações do repórter Aldo Matos

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