domingo, 6 de agosto de 2017

SAÚDE ► Cultura do machismo prejudica prevenção do câncer de próstata

Pesquisa realizada pelo Datafolha com homens de 40 anos ou mais e que nos últimos três meses frequentaram estádios de futebol aponta que eles se preocupam com a saúde, mas deixam que estigmas como o preconceito e o machismo interfiram na prevenção do câncer de próstata.

Os dados foram coletados em sete capitais com maior incidência da doença: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Recife e Salvador, onde 110 homens foram entrevistados.

A pesquisa, feita entre os dias 28 de junho e 2 de julho, aponta que 34% dos entrevistados não fazem o acompanhamento recomendado pelo urologista e 27% nunca fez o exame de toque, e que 77% declararam que cuidaram bem de sua saúde ao longo da vida.

A nota média de cuidado, de zero a dez, ficou em 7,2. Não foram observadas diferenças significativas por variáveis de renda, escolaridade e idade. Ao analisar os dados, o médico Alfredo Canalini, diretor da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), avaliou que o brasileiro tem tomado mais consciência sobre a doença, “porém, peca ao cair no medo de como será visto por amigos e parentes ao se submeter ao exame do toque”.

“Ou até mesmo por pensamento dele. Tem homem que não quer de jeito algum fazer o exame, prefere morrer. Esse tipo de pensamento é prejudicial não só para a pessoa e a família, mas também para o governo, pois o tratamento é um custo muito alto”, observou.

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